Circunspeção

Outro dia

Amanhece claro

A doer os olhos.

Há cantorias pelos telhados

E pelas calhas, saltitantes.

Há o aroma do vento

A deixar seu perfume

Fresco sobre a pele.

E as folhas das árvores

A sacudir os pensamentos

Mais banais.

Há o azul infinito

Que convida

A deitar sobre o nada

Fechar os olhos

Frear os pensamentos

Calar as vozes

E esquecer por um longo momento

A cegueira alheia

E o desespero da sensatez.

Sinto-me perdoada

Sabe lá Deus do quê.

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